DILMA NAS REDES: A DISPUTA POLÍTICA NO CIBERESPAÇO

Introdução

As manifestações do mês de junho trouxeram novos e poderosos sujeitos ao cenário político brasileiro. As redes sociais foram o terreno de emergência desses atores que rivalizaram e disputaram a condução dos fatos com a velha mídia e com os partidos. Observando o Facebook, rede social que tem ganhado protagonismo nas mobilizações on-line, encontramos páginas de viés político (porém não claramente partidário) como ‘nós’ privilegiados no debate. Seus posicionamentos alcançam repercussão e mostraram capacidade de mobilização da opinião pública presente nas redes. Estes perfis saíram fortalecidos das manifestações do mês de junho e consolidaram seu papel enquanto autoridades no debate político das redes.

No Facebook, onde a presença destes novos atores têm maior relevância, o quadro geral é complexo e o cenário, bastante fragmentado. Muitos são os atores, muitas as suas linhas de argumentação, muitos são os chamados para a indignação diante de alguma realidade apresentada como inaceitável, todos eles à espera de alguma adesão.

Em relação à presidenta Dilma Rousseff, desde as manifestações de junho, estes novos atores, de um modo geral, têm engrossado o corpo das posições de oposição ao governo federal nas redes sociais. Partindo de grupos não necessariamente ligados à partidos políticos, as críticas à presidenta Dilma têm se multiplicado nesta rede.

No Twitter, universo mais restrito em número de cidadãos que é capaz de conectar, ainda que tenhamos encontrado um padrão relativamente disperso, o que vimos foi uma densa rede de conversações com a presença de grupos fortemente conectados. O padrão de conexão dos atores indica a existência de ao menos dois grupos relevantes de oposição à presidenta Dilma. O  quadro geral do Twitter  é sem dúvidas menos fragmentado que o do Facebook.

 

Metodologia

As buscas desta pesquisa foram realizadas no Facebook e Twitter e visaram obter as citações públicas à presidenta Dilma.

O período aqui analisado compreende do dia 11 ao dia 16 de julho. Os dados coletados foram processados para analisar o compartilhamento de publicações. A análise dos compartilhamentos é rica em signicação, sendo capaz de detectar e investigar mensagens que circularam pelas redes publicadas por agentes com alto capital social, ou seja, com potencial para interferir na formação da opinião pública. A análise destas mensagens permite ainda conhecer as maiores autoridades da rede.

A métrica autoridade estima o valor do conteúdo de cada página ou nó a partir do número de compartilhamentos de suas postagens. Perfis com postagens muito compartilhadas tendem a ter alto valor de autoridade.

A análise baseou-se na teoria dos grafos. Um grafo é representado por um conjunto de pontos ou nós chamados de vértices que são ligados por retas, denominadas arestas. Para efeito dessa pesquisa, a página ou perfil (no Facebook ou Twitter) é um vértice ou nó. A ligação entre perfis ou páginas se dá pelas arestas e representa o compartilhamento de uma postagem. A grosso modo, um perfil com grande confluência de arestas é relativamente mais importante que outro que possui menos arestas atraídas para si.

Na análise da rede de comentários aplicamos algoritmos de modularidade que permitem decompor a rede complexa em comunidades modulares (ou sub-redes), o que, do ponto de vista do compartilhamento de seus conteúdos, possibilita detectar grupos de atores que apresentaram fortes semelhanças entre si.

O grafo da rede de compartilhamentos do Facebook apresentou 44.223 vértices e 41.197 arestas. Para a detecção de comunidades usamos o algoritmo de modularidade em resolução 2,782, o que resultou em 6.498 comunidades.

No Twitter, o grafo de compartilhamento de mensagens apresenta 32.851 vértices e 48.118 arestas. A detecção de comunidades se deu com o algoritmo de modularidade em resolução 1,728, resultando em 2.665 comunidades.

 

Dados Gerais

Entre os dias 11 e 16 de julho a #InterAgentes mapeou citações públicas à presidenta Dilma no Twitter e no Facebook. Neste período nossas buscas retornaram um total de 272.264 mensagens, sendo 139.967 do Facebook e 132.297 do Twitter. É importante recordar que a presidenta Dilma realizou o pronunciamento com 5 pactos nacionais na segunda-feira, dia 24 de junho, quando lançou a proposta de plebiscito, tentando retomar a iniciativa política.

O pico de movimentação na rede foi por volta de 11h do dia 11 de julho, atingindo 5.349 mensagens nesta faixa de horário. Neste exato momento aconteciam as manifestações do Dia Nacional de Lutas, mobilização chamada em todo o Brasil, com forte presença das centrais sindicais. A pauta ‘Dilma’ estava quente nas redes.

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Twitter

A rede de citações à presidenta Dilma no Twitter foi densa, apresentando padrão intenso de interações. Foram coletadas 132.297 mensagens provenientes de 57.204 autores distintos. Neste universo encontramos desde atores muito engajados em detratar ou em defender a presidenta, até autores de comentários e críticas eventuais. A média de mensagens por perfil e a dispersão representada no grafo indicam um padrão relativamente distribuído de compartilhamentos: Muitos perfis estiveram envolvidos no compartilhamento de posts provenientes de fontes diferentes.

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O uso de hashtags revela considerável mobilização para a #OpSeteDeSetembro. Trata-se de um evento agendado a partir do Facebook e que autointitula-se “o maior protesto da história do Brasil”. Sem pauta específica, o evento pretende aproveitar a data comemorativa da Independência para a realização de uma grande manifestação. A pauta genérica da ‘corrupção’ tende a ganhar importância. Núcleos estão sendo articulados em grupos por cidades. O evento tem o apoio de diversas páginas (de Facebook) influentes nos protestos do mês de junho. Atualmente o evento (centralizado) do Facebook conta com mais de 240 mil confirmações de participação.

Chamam a atenção também as hashtags #ForaForo e #FFAAJA. A primeira é uma referência explícita à recusa do “Foro de São Paulo”. A crítica ao Foro de São Paulo tem ganhado espaço e vem sendo pautada por alguns grupos, inclusive de extrema direita.

A hashtag #FFAAja é ainda mais explícita, pede a intervenção das forças armadas para enfrentar ‘a atual crise nacional’ com fins de ‘restauração da ordem’. Campanhas têm surgido neste sentido, associando partidos como PT, PDT, PCdoB, PCB, PPS, PSTU, PMDB e apoiadores do governo à uma conspiração contra o Brasil. São discursos que encontram eco na extrema direita.

Twitter – Grafo de compartilhamentos

O padrão geral das conversações aponta para uma densa rede de conexões, com atores fortemente conectados na área central do grafo. É alí onde concentram-se os atores mais intensamente conectados ao debate público envolvendo a presidenta Dilma Rousseff. O padrão de conexão desses atores indica a existência de alguns grupos relevantes.

Destacam-se quatro. Grosso modo, eles representam:

1. Grupo amarelo – Forte presença de perfis da imprensa.

2. Grupo azul – Forte presença de oposição à Dilma, pautada por valores conservadores.

3. Grupo verde – Forte presença de posições de oposição à Dilma, pautada sobretudo por defesa de minorias.

4. Grupo vermelho – Forte presença de posições de apoio à presidenta Dilma.

Twitter – Grupo Amarelo

Traz sobretudo perfis associados à veículos de mídia. Os perfis deste grupo tiveram suas postagens compartilhadas por atores diversos. O perfil @Estadao teve posição de destaque, seguido de perto pelo @JornalOGlobo. Estes veículos tiveram suas postagens compartilhadas por diferentes grupos, por vezes com comentários sobre a posição ideológica do próprio veículo.

Pelo padrão de compartilhamento de seus posts o perfil @diImabr (Dilma Bolada) foi alocado neste grupo.

Abaixo a tabela com as 10 autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

autoridades
1. @Estadao
2. @JornalOGlobo
3. @VEJA
4. @g1
5. @folha_com
6. @UOLNoticias
7. @diImabr
8. @portalR7
9. @TerraNoticiasBR
10. @FR_BSB

 

Twitter – Grupo Azul

Caracterizou-se como um grupo com padrão semelhante de compartilhamento de mensagens. Entre os temas em destaque encontram-se questões relacionadas à saúde, com particular destaque para posições da ‘classe médica’ frente às propostas do geverno federal. São dignas de menção ainda, neste grupo, críticas às prioridades do governo federal, críticas aos investimentos na Copa do Mundo, cobranças pelo que se entende por ‘promessas não cumpridas’ pela presidenta e questões de mobilidade urbana. Voltam a aparecer entre as mensagens deste grupo, associações da imagem de Dilma ao ‘terrorismo’ e ao ‘comunismo’. Ainda neste grupo encontraram-se críticas sobre o envolvimento das centrais sindicais nas manifestações do Dia Nacional de Lutas, ocorrida dia 11.

Roberto Feire encabeçou a lista de autoridades deste grupo.

Abaixo a tabela com as 10 autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

autoridades
1. @freire_roberto
2. @EdvalEdval
3. @reminiscences
4. @coroneldoblog
5. @marisascruz
6. @MirandaSa_
7. @rbrasiliense
8. @Arykara2
9. @letraslimitadas
10. @josetomazfilho

Twitter – Grupo Verde

Este grupo caracterizou-se como outra rede de compartilhamentos de forte oposição à Dilma. Porém diferentemente do grupo azul, a críticas à presidenta Dilma são feitas a partir de uma perspectiva de afirmação do direito de minorias. Entre os temas centrais estão a defesa da causa indígena frente ao que se caracteriza como ‘desenvolvimentismo’ e frente aos interesses ruralistas e a defesa de temas considerados progressistas frente a pressão da bancada evangélica. O veto parcial da PL do Ato Médico foi o único tema a constar nesse grupo de maneira positiva à presidenta Dilma.

Abaixo a tabela com as 10 autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

autoridades
1. @CimiNacional
2. @joaomarcio
3. @EliVieira
4. @celsodossi
5. @jeanwyllys_real
6. @cadulorena
7. @KoenmaSan
8. @cfp_psicologia
9. @bicmuller
10. @Tsavkko

Twitter – Grupo Vermelho

Este grupo caracterizou-se pela defesa das posições da presidenta Dilma. Ganharam destaque temas como a reforma política, o plebiscito, a sanção do ato médico com vetos, temas relacionados à democratização dos meios de comunicações, a destinação de royalties do petróleo para a educação e a repercussão das pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta e sobre a aprovação do Governo Federal. Uma abordagem comum tendia a elogiar a coragem de posturas assumidas pela presidenta, porém ressaltando a dificuldade interna (seja com sua base aliada, seja na câmara) para levar adiante suas propostas. Neste sentido, o plebiscito e a reforma política ganharam destaque.

Perfis como @cartacapital e @brasil247, pela abordagem de suas matérias, foram muito compartilhadas por este grupo. Posicionamentos do senador Roberto Requião em defesa das posições de Dilma em relação ao ato médico ganharam destaque.

Abaixo a tabela com as 10 autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

autoridades
1. @cartacapital
2. @stanleyburburin
3. @requiaopmdb
4. @brasil247
5. @blogdilmabr
6. @turquim5
7. @ptnacional
8. @Greenhalgh_
9. @frulanis
10. @zehdeabreu

 

Facebook

No período analisado (entre 11 e 16 de julho) foram coletadas 139.967 mensagens no Facebook, provenientes de 103.630 autores diferentes. A baixa média de mensagens por pessoa e a dispersão resultante do grafo de análise de compartilhamentos indica um padrão bastante distribuído de conversações sobre Dilma Rousseff. Em comparação com o Twitter nota-se que, ainda que o número total de mensagens no período seja razoavelmente equivalente nas duas redes (139.967 no Facebook e 132.297 no Twitter), o número de perfis envolvidos praticamente dobra (57.204 no Twitter contra 103.630 no Facebook). Isso indica um padrão de conversação ainda mais disperso no Facebook, com muito mais atores envovidos no compartilhamento de posts provenientes de muitas fontes diferentes, aumentando o número de cidadões e cidadãs que vieram às redes expressar suas opiniões e críticas a respeito da presidenta Dilma. Aqui, como no Twitter, encontramos desde atores muito engajados em detratar ou em defender a presidenta, até autores de comentários e críticas eventuais. Porém aqui, mais que no Twitter, a tendência é termos mais páginas e menos perfis como ‘nós‘ fortes de autoridade.

Facebook – Grafo de Compartilhamentos

Ainda que enormemente dispersa, a análise de modularidade da rede permitiu detectar grupos de atores com fortes relações de semelhança entre si.

Utilizando algoritmo de modularidade em resolução 2,782, foram detectadas  6.498 comunidades (ou sub-redes). Destas, seis delas se destacam. Todas as outras apresentaram abaixo de 2% de representatividade. Somadas, estes seis maiores grupos representam 35% dos compartilhamentos mapeados. Um posterior agrupamento destes seis grupos resultou no quadro que segue:

1. Grupo Amarelo – Grupo marcado por forte presença de veículos de imprensa. Outras páginas de padrão de compartilhamento semelhante foram agrupadas aqui.

2. Grupo Azul

Subgrupo Azul 1 – Forte presença de posição abertamente contrária à presidenta e ao Partido dos Trabalhadores.

Subgrupo Azul 2 – Do ponto de vista dos conteúdos, este grupo é muito semelhante ao anterior, porém com um peso menor de ‘anti-petismo’. De um modo geral grupo fortemente opositor à presidenta.

Subgrupo Azul 3 – Forte presença de perfis e páginas que despontaram como autoridades relevantes nas manifestaçãoes de junho. De um modo geral são críticos à presidenta.

Subgrupo Azul 4 – Forte presença de temáticas relacionadas à Saúde. De um modo geral, compartilhados de maneira crítica à presidenta

  3. Grupo Vermelho – Rede de compartilhamento com forte presença de simpatizantes e apoiadores da presidenta.

 

Facebook – Grupo Amarelo

Grupo caracterizado pela presença de grandes veículos de mídia. As mensagens compartilhadas por este grupo tenderam a ser compartilhadas por grupos diversos. Entre as autoridades mais relevantes deste grupo destacaram-se a página do Estadão (no Facebook) e a da Folha de Sâo Paulo. A página da Revista Veja, abaixo, também merece menção. Essas páginas apresentaram padrão de compartilhamento como fontes de informação, alimentando debates. Porém não raras vezes a legitimidade destes veículos foi colocada em questão e suas pautas acusadas de ocultar interesses privados.

Outras páginas com padrão de compartilhamento semelhante também foram alocadas neste grupo.

Facebook – Grupo Azul

O grupo azul é resultado do agrupamento de quatro subgrupos com padrão muito semelhante de compartilhamentos.

A grosso modo, o Subgrupo Azul 1 concentra clara tendência anti-petista.  Do ponto de vista dos conteúdos publicados, o Subgrupo Azul 2 se parece muito com o primeiro. Já o Subgrupo Azul 3 concentra grande parte dos perfis que despontaram como autoridade nas manifestações de junho. Nos subgrupos 2 e 3 encontramos também a presença de ‘nós’ pobres da rede na posição de autoridades. Estes perfis ganharam relevância não pela autoridade que trazem, mas por terem postado conteúdos que se espalharam com algum padrão de viralidade.

Destacamos ainda o Subgrupo Azul 4 que, ainda que seja o menor dos grupos aqui destacados, apresentou-se como uma rede de compartilhamentos com temática ‘saúde‘ fortemente centralizada.

Todos esses subgrupos apresentaram, nas redes sociais, posições fortemente contrárias ao governo federal.

Ainda que as críticas versem sobre muitos assuntos, algumas temáticas comuns agregam grande parte dos conteúdos compartilhados. Estão entre elas: No quesito ‘saúde‘ destacam-se críticas à situação dos Postos de Saúde e ao que se entende por ‘condições precárias’ dos hospitais públicos. A proposta de vinda de médicos cubanos também alimentou algumas teorias sobre o aparelhamento petista do Estado.

A alusão ao tema ‘corrupção’ é bastante recorrente, não raro associado à bandeiras anti-petistas. Também constaram críticas à proposta de reforma política e ao Dia Nacional de Lutas. Grupos de extrema direita fizeram alguns chamados à intervenção das forças armadas.

Questionamentos sobre as prioridades do governo federal também são recorrentes. É comum encontramos cometários comparando, por exemplo, o investimento na Copa com o investimento em outras áreas, como saúde ou saneamento. Também são alvo de críticas o tamanho da máquina do Estado e a ‘enorme quantidade de ministérios’. Ainda são dignas de menção as questões suscitadas pela proposta de Plebiscito. Neste período, no entanto, as polêmicas acerca do Pacto da Saúde e do Ato Médico ganharam relevância.

Abaixo relacionaremos a tabela com as 10 autoridades mais relevantes de cada subgrupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Facebook – Subgrupo Azul 1

autoridade
1.  OCC – Organização de Combate à Corrupção
2.  FORA PT
3.  Dilma Rousseff NÃO
4.  Impeachment do Renan Calheiros
5.  Revela Brasil
6.  Edgar Nascimento
7.  Eu não voto em Dilma #Eleicao2014 Brasil sem PT
8.  Fora Padilha entregue seu CRM
9.  O pesadelo de qualquer Político
10. PT Da Depressão

Facebook – Subgrupo Azul 2

autoridade
1. Movimento Contra Corrupção
2. Revoltados ON LINE
3. Raimundo Lemos
4. Anonymous Black
5. João Cipriano Nascimento
6. Foda-se a Copa
7. Movimento Contra Corrupção – São Paulo
8. Jones De Oliveira Borges
9. Mobilização Patriota
10. Edir Carvalho

Facebook – Subgrupo Azul 3

autoridade
1. A Verdade Nua & Crua
2. Isso é Brasil
3. AnonymousBrasil
4. Brasil Contra Corrupção
5. Quero o Fim da Corrupção
6. Tathiane Lima da Silva
7. Fernando Vasserstein
8. AnonymousBR
9. Neuza Lopes
10. Povo Brasileiro

Facebook – Subgrupo Azul 4

autoridade
1. Diário de Hospital
2. Movimento contra o Decreto da Presidente da República
3. Entenda porque não estou no interior.
4. SOS SAUDE Brasileira
5. Eduardo Moraes
6. Avante Brasil
7. José Marcio Barros Figueiredo
8. Humortadela
9. João Grilo
10. Bruno Toscano

Facebook – Grupo Vermelho

Caracterizou-se como um grupo com padrão semelhante de compartilhamento de mensagens. De um modo geral as páginas compartilhadas por este grupo tenderam a formar uma base de apoio à presidenta Dilma.

Foram temas recorrentes das postagens desse grupo as repercussões das pesquisas segundo as quais Dilma, embora tenha perdido popularidade, mantém-se líder na preferência do eleitorado. Destacaram-se também os apoios recebidos pelo veto parcial ao PL do Ato Médico. Neste grupo encontramos também comentários que elogiam as propostas da presidenta porém destacam as dificuldades que o Poder Executivo tem tido em encaminhá-las. A rejeição no Senado e na Câmara de algumas propostas da presidena neste último período foi foco de críticas. Ainda em destaque neste grupo encontramos repercussões positivas sobre o Programa Mais Médicos.

Abaixo a tabela com as 10 autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil).

Uma nota: Fernando Rodrigues que consta na lista abaixo é homônimo do conhecido jornalista brasileiro.

autoridades
1. Conselho Federal de Psicologia
2. Grupo Anti-PIG
3. Brasil 247
4. Porra Serra
5. Movimento na Luta pelo Direito
6. Fernando Rodrigues
7. Dilma Rousseff
8. PartidodosTrabalhadores
9. CartaCapital
10. Unidade Feminista PT

 

Conclusão

Em ambas as redes podemos detectar grupos de semelhança que revelam redes de compartilhamento de conteúdo. No Twitter, pelo perfil de uso da rede e provavelmente pelo seu universo mais restrito, estes grupos são mais bem definidos, com seus atores fortemente conectados entre si. Já no Facebook, as conversações sobre a Presidenta Dilma envolvem um número muito maior de atores. Ao mesmo tempo, a rede de conexão entre estes atores é menos densa.

A análise de modularidade da rede, que permite decompor o cenário em coletivos que se articulam, precisa ser melhor aprofundada. Em um primeiro momento, aparentemente a batalha pelo convencimento dos cidadãos-conectados é mais ampla, dispersa e indefinida no Facebook. No Twitter, há ‘nós‘ consolidados de embate e seguidores que replicam suas mensagens como se fossem munição em um combate em que o importante é destruir os argumentos do “inimigo”.

Uma característica interessante destas redes complexas é que podemos assistir a emergência ‘nós pobres‘ como autoridades instantâneas. Esse fenômeno pode indicar que coisas importantes podem nascer nas periferias das redes. Elas não necessariamente partem de centros privilegiados, antes disso, os próprios centros é que parecem emergir da topografia das redes, das fortes conexões sociais entre seus atores.

Cada vez mais é evidente que as conversações políticas nas redes nem sempre “são voltadas ao entendimento”, nem por isso, deixam de ser importantes para o convencimento e para a construção de imagens sobre o país e sobre quem disputa o poder de Estado.

 

Antonio Arles, Sérgio Amadeu da Silveira e Tiago Pimentel
#interagentes

  1. Fernando Carvalho
    Responder

    Azul e vermelho nessa pesquisa só demonstra que até para fazer um levantamento desses é necessário partidarizar os resultados. E a partir do momento que foca clara a partidarização na pesquisa está ainda mais clara a seriedade da mesma.

  2. Douglas Soldan
    Responder

    Parabéns pela análise!

  3. Jairo Navarro Dias
    Responder

    Os deputados e senadores que atravancam o Brasil e você quer a saída da presidenta? Isso é ilógico!

  4. Neide Ocampos
    Responder

    Primeiramente não existe presidenTA. Essa mulher não deveria estar onde está, devido o passado imundo que ela tem. Ex guerrilheira, ex condenada por assalto a mão armada, criminosa. Não sabe governar. PT é a escoria do Brasil. PT tem que ser banido da face da terra.

  5. Moyzes Braz
    Responder

    O grupo que apóia o PT e partidos de esquerda é representado pela cor vermelha justamente porque os partidos que defendem usam o vermelho como identificação, em todas as suas bandeiras.

  6. Rodrigo Giordani Brandão
    Responder

    Olha aí a perfeita idiota reacionária. Honestamente, mulher machista é o ser mais desprezível da face da terra. Triste saber que uma criatura dessas "ensina" História às nossas crianças.

  7. Neide Ocampos
    Responder

    Idiota é você… seu grosso. Que nossas crianças? Essas que vão para a escola só pela bolsa família? Essas crianças sem nenhuma perspectiva de vida , miseráveis que vivem da famigerada bolsa família? Cuja famílias foram compradas com a bolsa família? Realmente o idiota é você.

  8. Vitor Flôres
    Responder

    Neide Ocampos E o FHC e Serra são agentes da CIA, aARGHARGHAAHAHAHA, TENTARAM VENDER O bRASIL, ARGHAHAHAH

  9. Vitor Flôres
    Responder

    Neide Ocampos arghahaharghahahh. Sim, elas sobrevivem por causa do Bolsa Família, pois se do contrário fosse estariam mortas. Arghahah arghahaha.. Vc está certa outra vez.. Vc lê a folha? arghahahah

  10. Vitor Flôres
    Responder

    Então é isso… vc pede para Dilma sair para que o FHC, Serra, Alckimim, façam o que fizeram com o mtrô e trens em SP? É isso? Arghahah arghahahah..tá de brincadeira

  11. Vitor Macedo
    Responder

    Ninguém me responde essa. Principalmente os do Quebra Metrô. Se existe dúvida razoável que eles são, contribuem e/ou contribuíram com a CIA, o FHC e o Serra, fossem estadunidenses não estariam presos? Arghahahah Arghahaha

    • Fernando Techio
      Responder

      Mas quem te disse que ser contra a Dilma é ser a favor do PSDB?!?!?!? Velha desculpa comunista que não olha para o próprio umbigo, não aceita e tenta corrigir seus erros, mas que só se defende atacando. Olhe em volta. saúde, educação, segurança, economia… as piores do mundo, mas insistem na velha cartilha marxista do confronto, negação e acusação.

  12. Neide Ocampos
    Responder

    Para reduzir gravidez na adolescência, MEC faz campanha de incentivo ao sexo oral.
    Ministro da Dilma…"caia de boca"…crianças do Brasil da Dilma.

  13. Neide Ocampos
    Responder

    O Ministério da Educação divulgou na tarde de hoje o material didático referente à campanha “prevenindo a gravidez na adolescência – caia de boca”, que visa reduzir o número de adolescentes grávidas sem planejamento, em todo o país.
    Segundo informações obtidas junto à secretaria responsável pela campanha, “é do conhecimento de todos que os jovens estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo. Por isso pensamos em incentivar uma prática saudável alternativa ao sexo convencional, justamente para diminuir os índices de gravidez indesejada nessa faixa etária.”
    Uma das ações da campanha é introduzir nas provas do ENEM perguntas sobre o tema, tais como: “o que significa a gíria ‘bola gato’?”
    Setores mais conservadores reagiram a proposta e pretendem mover uma ação no Supremo para barrar a campanha.

  14. Erik Bouzan
    Responder

    Neide Ocampos KKKKKK Essa é boa, além de reaça, incompetente na análise dos fatos ainda nao sabe distinguir notícia de humor com verdade? Já é demais, ta certo isso ai que vc da aula de História e Sociologia? Coitada dessas crianças, devem aprender que comunista come criancinha e o certo é vc passa fome pq sua família pe vagabunda do bolsa-família.

  15. Sandra Magalhães
    Responder

    Neide Ocampos vc já consultou algum analista para saber de onde vem tanto ódio? vc passa esse ódio para seus alunos?

  16. Neide Ocampos
    Responder

    E quem disse que passo ódio para meus alunos? Fica sabendo que na sala de aula eu sou a professora.

  17. Sandra Magalhães
    Responder

    Neide Ocampos como assim, vc dá aula de história ? de qual história???

  18. Paulo Cesar Leite Silva
    Responder

    Lembrando que a grande maioria dos votos não estão nas redes sociais e sim la na rua… Na vila, no morro, nas pequenas e médias cidades, também nas periferias de todas as grandes cidades do Brasil onde a mão do governo petista age…Age com programas sociais que funcionam…Tanto funcionam que são vítimas da ira de quem é egoísta por natureza, cito o PROUNI, cito o Bolsa família, cito o bolsa mestrado, cito o ciências sem fronteiras, cito agora o programa “Mais médicos” que é uma ação de governo corajosa e que vai de encontro a uma carência de anos…

    Esse é um governo corajoso e nem em sonho eu pensaria em mudar esse caminho.

    • WladCrippa
      Responder

      Só lembrando que metade dos votos estão, sim, nas redes sociais. A internet já tem mais de 100 milhões de usuários no Brasil.

    • João Evangelista
      Responder

      A internet no Brasil cresceu absurdamente. Hoje tem mais celulares do que brasileiros, redes sociais estão com audiência altíssima, blogs, sites e as empresas de internet só fazem aumentar a clientela. Imagine se o Brasil fosse mais liberal, tivesse mais empresas, mais concorrentes, mais opções, mais qualidade, mais educação e tudo mais? Se o Brasil fosse um país desenvolvido e moderno, já teríamos visto isso faz tempo e com muito mais força.

  19. Paulo Cesar Leite Silva
    Responder

    Não sou exatamente vermelho, mas eu reconheço os avanços e o que a presidente Dilma tem tentado fazer, reconheço também os obstáculos dela e isso só me diz que ela é uma mulher corajosa e muito… Assim sendo, como não vejo no horizonte de 2014 nada que possa substituir isso, meu voto é Dilma.

  20. Neide Ocampos
    Responder

    A história do PT é que não é…Aquela que você deveria ir para a escola e aprender. A verdadeira História Sociopolítica e Econômica, sabe do que eu estou falando?

  21. Neide Ocampos
    Responder

    Respondendo a pergunta do Paulo. Talvez , pelo menos ele tem investido na Educação e na saúde. Ao contrário do PT que só roubou…roubou…roubou…

  22. Neide Ocampos
    Responder

    Pelo nível de suas perguntas dá para perceber que você tem pouco ou nada de escolaridade. Vai fazer um Supletivo dona Sandra.

  23. Neide Ocampos
    Responder

    Eu quero informar que não houve ditadura militar e nem golpe militar como vocês falam. Houve sim uma tentativa de golpe comunista no Brasil e os militares tiveram que intervir para que o Brasil não fosse tomado pelos comunistas . Mentira que os militares matou ativistas comunistas, esses guerrilheiros do qual Dilma fazia parte é que matavam, assaltavam e sequestravam. Cambada de vagabundos anarquistas.

  24. Gael van de Werve
    Responder

    Presidenta, ainda ???? Português por favor…

  25. Julio Teixeira
    Responder

    Rodrigo Giordani Brandão Ela se expressa como pensa e vc que é tão democrático a chama de de idiota, reacionária, a velha cantilena de sempre da intolerância com o diferente. Cuba é mesmo o seu lugar, pois lá só um fala e o resto escuta.

  26. Rubens Saldanha de Castro
    Responder

    Achei vida inteligente aqui… Nossas redes sociais são públicas. Não considero invasão esta pesquisa. Ela nos dá subsídios para melhorar nossas participações. Achei alguns nomes nela que vou adicionar e que me ajudarão a combater corrupção, incompetência e descaso, seja de qual partido for. Nossa luta não é só contra Dilma… Ela representa 11 anos de petismo, que recebeu um país sem inflação e preparado para grande desenvolvimento, o que não aconteceu pela equipe gerencial de “quinta categoria”, como disse Ciro Gomes. Nossa luta é para que sejamos ouvidos, seja por qual governo for – até militar, se for preciso. Tenho 65 anos e, se preciso for, serei conduzido novamente por um tenente e dois soldados num Jipão para o DOPS, como fui em 1965 (e recebi tratamento digno – sem tortura)… Continuem!

  27. Julio Teixeira
    Responder

    Moyzes Braz O vermelho representa o ódio, a inveja e o regime ditatorial… nada mais claro.

  28. Julio Teixeira
    Responder

    O Brasil está bem acima do vermelho, da mentira, da corrupção e mensalões… está sim!

  29. Paulo Marcondes
    Responder

    Parabéns pela análise límpida e clara!

  30. Leila Lamb
    Responder

    Terrorista, ladra de cofre, incompetente até para formular uma frase, não serve para administrar um país.
    Só apoia quem está levando alguma vantagem.

  31. Leila Lamb
    Responder

    Realmente grandes avanços para baixo na economia. O que vem avançando bem e vai acabar refletindo em seu bolso em breve é a inflação.

  32. Aureo Maciel
    Responder

    A "rede vermelha" está pt da vida porque vai perder ou já perdeu a TETA. E QUEM PAGOU O LEITINHO FOI O POVO…FORA "estrelados"..

  33. Angelo Rogério Antoniolli
    Responder

    Você é o claro exemplo de que ninguém é perfeito e continuará não sendo. Pois não se interesse em se informar, e evitar seguir ideologias importadas de países que já caíram em desgraça devido a ela.

  34. Edsel Ferri
    Responder

    Muito legal, agora, acho que não temos que disputar quantidade, e sim qualidade.
    Não precisamos de zilhões de canais, precisamos apenas saber qual é o canal.
    Não precisamos de uma dezena de versões, precisamos de uma que as vezes nunca chega, mesmo sendo falaciosas, como é o caso dos ataques a Lulinha, a filha da Dilma e outras baixarias que poderiam e deveriam ser facilmente desmentidas em consideração a militância. MAS…..o PT e a Comunicação do Governo (SECOM) parece que tem outras coisas mais importantes.
    Politica na rede não pode ser disse-que-me-disse tem que ser debate….e debater Lula e Dilma não é debater politica, é se vangloriar, ou levar a pauta pro terreno deles….podemos mais.

  35. Francisco Peña
    Responder

    Neide, E quem entra no lugar da Dilma na sua opinião?

  36. Francisco Peña
    Responder

    Julio Teixeira Ditadora que propõe plebiscito huahauhauhuahau!

  37. João Evangelista
    Responder

    Comédia é a farsa da comunidade anti-PIG que não critica a Record, Carta Capital, Caros Amigos e a máfia do PT. Totalmente de bajuladores da máfia.

  38. João Evangelista
    Responder

    Dilma Boladona cheio de bajuladores do PT até que apareceu uma turma criticando a máfia toda.

  39. João Evangelista
    Responder

    Rodrigo Giordani Brandão reacionário é quem inventou esse termo reacionário!!! HEHEHEHEHE! Jesus, como esse povo sofre lavagem cerebral.

  40. João Evangelista
    Responder

    Então você apóia mensaleiros, corruptos, Collor, Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Farc, PCC, Foro de São Paulo, 50 mil assassinatos por ano e tudo mais? Parabéns, é graças a brasileiros como você que essa corja existe.

  41. João Evangelista
    Responder

    Todo petista é um analfabeto funcional total, um ignorante que adora ser roubado. Alguém que acha Lula e Dilma líder de algo literalmente não tem capacidade cognitiva nenhuma.

  42. João Evangelista
    Responder

    Se fizeram uma Auditoria, além de perder a mamata vão ter que devolver a grana roubada com juros e correção monetária.

  43. Silvio Selva
    Responder

    bem interessante o levantamento e o uso dos algoritmos na totalização e detecção das redes

  44. Edson Teles
    Responder

    Jairo Navarro Dias , senadores e deputados são formadores de leis, quem pauta a gerência do estado é o executivo, não há nada ilógico, ou no sistema parlamentarista se demitiria o parlamento e ficaria apenas o primeiro ministro…

  45. Edson Teles
    Responder

    só posso lamentar a tua ingenuidade, só que as tuas convicções enterram o futuro dos meus filhos… muito obrigado

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